Escola de Formação e Criação do Ceará

(Imagem: Denise Mendes)

Porto Iracema das Artes divulga comissão de seleção da 14° edição dos Laboratórios de Criação

A Escola Porto Iracema das Artes — instituição da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) — divulga, nesta sexta-feira (17), as comissões avaliadoras dos Laboratórios de Criação 2026. Os indicados são responsáveis pela “Avaliação Técnica” dos projetos. A seleção corresponde a segunda etapa  do processo seletivo.

A comissão avaliadora é composta por nomes escolhidos pela Escola e inclui especialistas de cada linguagem artística para avaliação dos projetos aprovados na primeira etapa, a partir dos critérios determinados pelos regulamentos do processo seletivo. Os Laboratórios de Criação da Porto Iracema das Artes proporcionam oportunidades de experimentação, pesquisa e desenvolvimento de projetos culturais.

Confira abaixo quem são os integrantes da comissão de seleção dos Laboratórios:

ARTES VISUAIS 

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(Imagem: Marcus Leoni)

 

 

Yacunã Tuxá

Yacunã Tuxá (1993, Floresta, PE) é uma artista visual, escritora e ativista indígena do povo Tuxá de Rodelas, na Bahia, Brasil. Artista multidisciplinar, transita entre linguagens e suportes para pautar a luta, a resistência e a organização política das mulheres indígenas no Brasil. Em sua poética, palavra e imagem se entrelaçam para criar elos entre memória, identidade, território, justiça e sonho, fazendo da arte uma ferramenta política sensível e potente. 

 

 

 

 

 

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(Imagem: Divulgação)

 

Orlando Maneschy

Orlando Maneschy é pesquisador, professor, curador e artista. Professor associado da Universidade Federal do Pará (UFPA), atua na graduação em Artes Visuais e no PPGArtes. Realizou pós-doutorado no CIEBA/FBAUL (2015–2016), com bolsa CAPES, e foi pesquisador visitante em 2025 no grupo CASt da Universidade NOVA de Lisboa. É diretor da Galeria de Arte da UFPA e curador-chefe da coleção Amazoniana. Recebeu prêmios e fomentos de instituições como Funarte, CNPq e CAPES. Participa de projetos e exposições, destacando-se como curador premiado pela CELESTE 2024, com “Delírio Tropical”, e em 2025 com “Terra Incógnita”. Seus projetos tem foco na produção contemporânea brasileira.

 

 

 

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(Imagem: Divulgação)

Larissa Macêdo 

Larissa Macêdo é curadora, artista, professora, pesquisadora, doutora e mestre em Comunicação e Semiótica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Seu trabalho se concentra nas interseccionalidades entre inteligência artificial (IA), redes sociais, estéticas emergentes, práticas artísticas, curatoriais ativistas  e nas políticas de visibilidade em ambientes digitais, com foco em raça, gênero e territorialidades. É uma das criadoras do projeto <ater>, que evidencia os impactos da inteligência artificial na produção de artistas negros e indígenas nas redes sociais. Atualmente, leciona nos programas de graduação e pós-graduação em Licenciatura em Artes e Comunicação Social do Centro Universitário Belas Artes (FEBASP) e da École Intuit Lab, em São Paulo. Sua atuação é fundamentada em epistemologias negras e indígenas e em sistemas de saberes ancestrais afrodiaspóricos, promovendo abordagens críticas e contracoloniais nos campos das artes, das tecnologias e da comunicação.

 

 

 

LAB CENA 15 – CINEMA

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(Imagem: Analice Diniz)

 

Pablo Arellano 

Formado pela Escuela Internacional de Cine y Televisión (ECITV)  de Cuba, o roteirista e diretor espanhol trabalhou em roteiros de filmes exibidos em festivais como Cannes, San Sebastián, Rotterdam, Berlinale, Biarritz e Havana. Escreveu os longas “Libório”, de Nino Martínez Sosa e “Fiz um foguete imaginando que você vinha”, de Janaína Marques (Berlinale, 2026). Um de seus projetos recentes  é o roteiro e direção do longa de animação “Os Olhos do Caranguejo”. Participa como consultor de roteiro no Lab Cena 15 desde 2014.

 

 

 

 

HALLA RETRATO 2026

 

Lillah Halla 

Estudou direção e roteiro na Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba, onde também leciona. Seu longa de estreia, Levante (2023), recebeu o Prêmio FIPRESCI na Semaine de la Critique do Festival de Cannes e acumula mais de 30 prêmios internacionais. Seu curta Menarca (2020) também estreou em Cannes e foi exibido e premiado internacionalmente. Prepara atualmente a produção da comédia Colhões de Ouro, com apoio do Hubert Bals Fund e participação no Cinemart (IFFR) e no NEXT STEP II da Semaine de la Critique, além de desenvolver Útero, um body horror apoiado pela MOIN, na Alemanha.

 

 

 

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(imagem: Nathalia Silva)

Letícia Simões 

Roteirista, poeta, artista visual, mestre em Cine-Ensaio pela Escuela Internacional de Cine y Televisión de Cuba e em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense. É PhD Researcher em Estudos Literários, Culturais e Interartísticos pela Universidade do Porto. Realizou os longas “Bruta Aventura em Versos”, “Tudo vai ficar da cor que você quiser”  e “O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva”, uma trilogia sobre poesia marginal brasileira; o ensaio de autoficção “Casa” e “Nós”. Como roteirista, trabalhou em séries e longas-metragens, escrevendo para Hilton Lacerda, Marcelo Gomes, Sérgio Machado, Heloisa Passos, entre outros. Seu último longa, “A Vida Secreta de Meus Três Homens”, estreou este ano.

 

 

 

 

CENA 15 – SÉRIE DE FICÇÃO

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(Imagem: Arquivo pessoal )

 

 

Manuela Cantuária

Escritora e roteirista com mais de uma década de atuação em TV, streaming, cinema e internet. Foi criadora da primeira série original da Paramount+ no Brasil: “As Seguidoras”. Finalista do Prêmio Abra e dos internacionais Rose D’Or e Rookie Awards. Assina a audiosérie “Ninguém com esse nome” pela Audible, com Galba Gogoia e João Jardim. Atualmente é roteirista-chefe da adaptação de “Hilda Furacão” para a Boutique Filmes. Já desenvolveu projetos para Netflix, HBO Max, Amazon e Globoplay. Integrou a equipe do Porta dos Fundos, com esquetes que somam mais de 100 milhões de visualizações e como colunista da Folha de S. Paulo por cinco anos. É idealizadora do curso “Vulneráveis Venceremos”, voltado para a representação feminina e criação de personagens complexas.

 

 

RenataDiniz
(imagem: divulgação)

 

 

Renata Diniz 

Renata Diniz escreveu e dirigiu os curtas “O Véu de Amani” (Kikito de melhor roteiro em Gramado) e “Requília”, (melhor roteiro no Festival de Brasília – Mostra Brasília). Assina o roteiro do telefilme da Globo “Mandioca Frita”. É uma das roteiristas da série “Franjinha e Milena em busca da ciência” e “Vamos Brincar”, ambas do universo da Turma da Mônica. Participou de laboratórios como FRAPA, BRLab, Dialab, Brasil CineMundi e AfroCartagena. Foi finalista no prêmio ABRA (Associação Brasileira de Autores Roteiristas), na categoria Prêmio Abraço – Excelência em Roteiro.

 

 

 

FOTO FABRICIO SANTIAGO
(imagem: Igor Albuquerque)

 

Fabricio Santiago 

Nascido e criado na favela do Vidigal, no Rio de Janeiro, Fabrício Santiago é integrante do grupo de teatro “Nós do Morro” desde 1998, onde se formou artisticamente. Escreve como colaborador da novela “Coração Acelerado” (Globo). Como roteirista da emissora, colaborou em novelas e séries como “Totalmente Demais” (indicação ao Emmy Internacional), “Malhação Sonhos” (indicação ao Emmy Kids), “Bom Sucesso” (vencedora do APCA 2019), “Vai na Fé” (vencedora do APCA e ABRA 2024) e “Mister Brau”. É um dos autores do filme “Confia: Sonho de Cria” (Globoplay, 2025). Autor, ator e produtor do curta premiado “Meu Preço” (2018). No cinema, atuou em “Simonal”, “Totalmente Inocentes” e “Vamos Fazer um Brinde”. Na televisão, participou de duas temporadas de “Malhação”, da minissérie “Cinquentinha” e apresentou o programa infantil “TV Globinho”.

 

 

 

DANÇA

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(Imagem: Denise Mendes)

 

Alice Poppe 

Maria Alice Poppe é artista da dança e investiga o corpo e suas relações poéticos-políticas com o chão, o peso e a gravidade em uma perspectiva híbrida de dança e educação somática, através da Metodologia Angel Vianna. Autora do livro “O chamado da queda: errâncias do corpo na dança”, Alice é doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO e professora dos Cursos de Dança da UFRJ.

 

 

 

Mark Van Loo Foto Arquivo Pessoal
(imagem: arquivo pessoal)

Mark Van Loo

Mark Van Loo é doutorando e mestre em Ciências Sociais pela USP, com graduação em Educação Física e Esportes pela FIG-Unimesp. É diretor-fundador da Bombelêla Dance Company, em São Paulo, e atua como Curador de Dança do Centro Cultural São Paulo, onde recebeu o Prêmio APCA (2023–2024) pela programação. Integrou a comissão avaliadora da Lei Paulo Gustavo. É idealizador do programa Incubadança, voltado à formação inclusiva de dançarinos, professores e coreógrafos. E atua também como apresentador (MC) de eventos culturais e esportivos.

 

 

 

 

 

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(Imagem: Arquivo pessoal)

 

Mônica Lira 

Mônica Lira é bailarina, coreógrafa, pesquisadora, professora e produtora, diretora do Grupo Experimental (Recife) desde 1993, com mais de 20 obras criadas e circulação nacional e internacional. Pós-graduada em Gestão e Produção Cultural (FAFIRE) e mestre em Dança pela UFBA, desenvolveu projetos socioculturais que atenderam centenas de jovens em comunidades do Recife. Atuou na gestão pública como gerente de Dança e foi idealizadora e coordenadora do Festival de Dança do Recife. Em 2024, criou o Movimento Dança Recife em parceria com outros artistas da área.

 

 

 

 

MÚSICA

 

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(Imagem: Taylla de Paula)

 

Morgana Moreno

Morgana Moreno é flautista e compositora, transitando entre choro, jazz e música improvisada. Formada pela Universidade Federal da Bahia e pela Hochschule für Musik und Tanz Köln, une formação erudita, vivência na música popular e liberdade criativa. Já se apresentou na Europa, Estados Unidos e América do Sul, além de atuar como professora convidada em festivais. No recém-lançado Espiral, assumiu protagonismo à frente de um quarteto, com composições autorais que marcam uma nova etapa de sua carreira e reafirmam sua identidade artística.

 

 

 

 

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(Imagem: Autoretrato)

 

Rodrigo Lemos

Rodrigo Lemos (também conhecido como Lemoskine) é um produtor e compositor brasileiro, vencedor do Grammy Latino. Ex-integrante d’A Banda Mais Bonita da Cidade, colaborou com artistas como Tuyo, ÀVUÀ, Jota.pê, Joyce Alane, Scalene, Getúlio Abelha, Bananeira Brass Band, entre outros. Recebeu quatro indicações da Academia por alguns desses lançamentos ao longo dos anos.Entre os prêmios, destacam-se “Melhor Álbum de MPB” e “Melhor Engenharia de Gravação” por “Se o Meu Peito Fosse o Mundo” (Slap, 2024), de Jota.pê.Formado em Produção Sonora pela UFPR (Universidade Federal do Paraná, 2008), trabalha em diversas áreas da composição musical, como trilhas para desfiles de moda, publicidade e performances contemporâneas ao redor do mundo.

 

 

 

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(Imagem: Vinícius Giffoni)

 

Mingo Araújo 

Mingo Araújo é percussionista  e músico de sessão, radicado no Rio de Janeiro. Considerado um dos maiores percussionistas do país, trabalhou com diversos artistas como: Caetano Veloso, Cássia Eller, Chico Buarque, Cristóvão Bastos, Dominguinhos, Edu Lobo, Elza Soares, Erasmo Carlos, Fausto Nilo, Gal Costa, Gonzaguinha, Maria Bethânia, Raimundo Fagner, Zé Ramalho entre outros. Saiu em diversas turnês pelo mundo e conquistou  reconhecimento internacional. Desde o ano de 1992 integra o grupo de música instrumental Cama de Gato.

 

 

 

TEATRO

Pedro Vilela
(imagem: Bernardo Dantas)

 

Pedro Vilela

Pedro Vilela possui trajetória consolidada nas artes performativas, curadoria e estudos decoloniais entre Brasil e Portugal. Doutor pela Universidade do Porto e mestre pela UFBA, desenvolve criações como dispositivos epistemológicos e políticos. Foi o primeiro laureado do Prêmio Magaly Muguercia (Iberescena), com publicação internacional. Desde 2012 dirige o Trema! Festival e, desde 2019, atua como programador da CRL – Central Eléctrica (Porto), com foco em diversidade e Sul Global. Foi diretor do Grupo Magiluth e criou obras apresentadas em vários países. Integra redes europeias, participa de projetos internacionais, atuando na formação e na crítica.

 

 

 

Fabio Pascoal
(imagem: Cristovão Tezza)

 

Fábio Pascoal

Fábio Pascoal é produtor cultural de Caruaru, iniciou sua trajetória no TEA – Teatro Experimental de Arte, fundado por seus pais em 1962. Coordena o Curso de Iniciação Teatral (CIT-TEA) e, em 2005, criou o Núcleo de Pesquisa do TEA, com o qual estreou “A Metamorfose”, circulando por festivais. Foi diretor assistente de “Romeu e Julieta” e produtor de documentários da FUNDAJ sobre o grupo. Idealizou projetos de descentralização cultural em Pernambuco. Desde 1981, dedica-se ao FETEAG – Festival de Teatro do Agreste, do qual é idealizador e programador. Integra plataformas internacionais e participa de festivais como Santiago a Mil e MITsp.

 

 

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(imagem: Josy Cutrim)

 

Michelle Cabral

Michelle Cabral, natural de São Luís/MA, é atriz, dramaturga, diretora, artista circense e palhaça desde 1996. Possui pós-doutorado em Artes Cênicas pela Universidad de Zaragoza, doutorado em Comunicação Social pela PUC/RS e mestrado pela UFRJ, além de bacharelado em Direção Teatral pela UNIRIO. É docente e pesquisadora da UFMA, onde atua na Licenciatura em Teatro e no PPGAC, e coordena o URBANITAS – Laboratório de Investigação Cênica. Autora de livros sobre teatro, circo e processos comunicacionais, dirige a MiraMundo Produções Culturais desde 2010. Atua principalmente em teatro de rua, circo, palhaçaria e processos de pesquisa-criação em artes cênicas.