Terceira semana do Circuito MERCI, VARDA! exibe filmes no Porto, CCBJ e Titanzinho

Os filmes serão exibidos nos dias 25, 27, 28 e 29 de junho, em diversos espaços de Fortaleza

A terceira semana de exibição do Circuito MERCI, VARDA! apresenta quatro filmes. Na terça-feira (25) a mostra exibe “As duas faces da felicidade” (1965), às 19h, no Porto Iracema das Artes, e tem como debatedora a roteirista Luciana Vieira. Na quinta-feira (27), a filmografia da cineasta Agnès Varda ocupa o Centro Cultural Grande Bom Jardim e entra em cartaz o filme “Muros e Murmúrios” (1981), com debate mediado por Fabíola Gomes, a partir das 14h. A ação cineclubista exibirá, ao todo, 36 obras da cineasta, com debates conduzidos por mulheres do cinema e das artes em geral. Toda a programação é gratuita e aberta ao público.

Na sexta-feira (28), o filme exibido será “O Amor dos Leões” (1969), às 19h, no Porto, com debate comandado pela fotógrafa e artista visual, Marília Oliveira. Já no sábado (29), a mostra exibe, mais uma vez, “Muros e Murmúrios” (1981), desta vez no Cineclube Ser Ver Luz (Titanzinho), a partir das 19h. O debate será coordenado pelas artistas Alessandra Marques e Flávia Memória. A programação do Circuito MERCI, VARDA! pode ser conferida AQUI.

MERCI, VARDA!

Realizado pela Escola Porto Iracema das Artes, o Circuito MERCI, VARDA! ocupará diversos espaços da Cidade de 8 de junho a 26 de julho, em quase 50 dias e 21 sessões. A Mostra é uma homenagem à cineasta belga radicada na França, Agnès Varda, falecida no último mês de março, aos 90 anos. A ação é organizada pelo Cena Cineclube e pelo Cineclube Âncora exibirá, ao todo, 36 obras da cineasta, com debates conduzidos por mulheres do cinema e das artes em geral.

Na programação, serão realizadas sessões semanais, durante os meses de junho e julho, em espaços como o Porto Iracema, a Vila das Artes, o Centro Cultural Grande Bom Jardim, o Cuca Jangurussu, o Cineclube Ser Ver Luz (na comunidade do Titanzinho), o Cinema do Dragão e a Praia dos Crush (antiga Praia do Lido, numa parceria com o Instituto Iracema e o Centro Cultural Belchior).

Entre as mulheres debatedoras estão 24 artistas, professoras e pesquisadoras da obra de Agnès, que conduzirão as conversas em escolas, praias e nas periferias da Cidade. Integram este time Aline Albuquerque, Alessandra Marques, Beatriz Furtado, Bete Jaguaribe, Camila Vieira, Carolinne Vieira, Carolina Vieira, Cláudia Mesquita, Fabíola Gomes, Flávia Memória, Iana Soares, Janaína Marques, Kamilla Medeiros, Luciana Vieira, Lis Paim, Manoela Ziggiatti, Maria Helena Bernardes, Marília Oliveira, Mona Gadelha, Nina Rizzi, Nina Kopko, Rúbia Mércia, Sabrina Araújo e Virgínia Pinho.

SOBRE AS DEBATEDORAS

LUCIANA VIEIRA
Graduada no curso de Cinema e Audiovisual da Universidade Federal do Ceará (UFC) e atua como diretora, roteirista e produtora na cena audiovisual de Fortaleza. É sócia-fundadora da Orla Filmes e desde 2014 é colaboradora criativa e produtora da Tardo Filmes. Luciana tem em seu currículo a co-direção com Wislan Esmeraldo do telefilme de natal Guerra da Tapioca (Tv Verdes Mares / Tardo Filmes), a co-direção da série infanto-juvenil Lana e Carol (Tv Brasil / Deberton Entretenimento e Praia à Noite), a produção executiva da série Identidade (Tv Brasil / Tardo Filmes), a realização do média-metragem Porque era Ela (Pirinópolis Doc / Orla Filmes e Tardo Filmes), a co-direção do longa-metragem em episódios O Animal Sonhado (18º Mostra de Cinema de Tiradentes / Tardo Filmes) e o roteiro de longa-metragem Natan, desenvolvido no Laboratório de Cinema do Porto Iracema das Artes e que posteriormente circulou em laboratórios nacionais como Curitiba Lab, Sesc Novas Histórias e Brasil CineMundi, onde recebeu a menção honrosa do Torino Film Lab (Itália).

FABÍOLA GOMES
Graduada em Letras/Francês pela UECE (2009) e em Cinema e Audiovisual pela UFC (2018) – onde foi bolsista Ciência sem Fronteiras na Université Rennes II. Em 2011, integrou o GRIM|UFC, na pesquisa In(ter)venções AudioVisuais com as Juventudes em Fortaleza e Porto Alegre, como bolsista PIBIC|FUNCAP. Depois, participou da pesquisa Artes e Espaço Comum – IntenCidades e integra, atualmente, a Pesquisa Coletivo AudioVisual do Titanzinho – Cine Ser Ver Luz, ambas no PPGArtes ICA|UFC, onde colabora na realização de eventos culturais e oficinas de artes com o bairro Serviluz. Buscando aperfeiçoar suas práticas de ensino e compreensão dos processos de aprendizagem, hoje faz especialização em Alfabetização e Multiletramentos na UECE-UAB e complementa sua primeira licenciatura com o curso de Pedagogia.

MARÍLIA OLIVEIRA
Artista visual, educadora e mestre em comunicação pela UFC. Ex-diretora do IFOTO – Instituto de Fotografia do Ceará. Membro fundadora do Descoletivo, coletivo que fomenta espaços de pesquisa, experimentação e exposição em Fortaleza. Participa de exposições coletivas e individuais desde 2011, dentre elas o festival “Encontros da Imagem”, em Braga, Portugal. Participou, nos últimos 4 anos, da mostra coletiva “Encontros de Agosto”, na capital cearense. Em 2015, contemplada pelo edital de incentivo às artes dos Correios, realizou a exposição Afetos Urbanos, com lançamento de livro homônimo. Lançou, de 2015 a 2018, três publicações de fotografia, todas premiadas por editais de incentivo e fomento das artes e da cultura. No último ano, foi premiada com o edital da Temporada das Artes Cearenses, do Dragão do Mar, com a obra Você Mereceu, sobre violência contra a mulher. Atualmente expõe a obra Remissão, sobre assédio, no Espaço Cultural dos Correios, em Fortaleza, e trabalha na publicação A viagem infinita, com lançamento previsto para setembro de 2018. Sua pesquisa com imagens se relaciona às questões que envolvem ser mulher no tempo presente, se valendo de acervos, catalogação e apropriação de imagens e das questões autobiográficas para tal. Junto ao Descoletivo, os eixos conceituais postos em relevo dialogam mais amplamente com a cidade e com os corpos LGBTT ́s.

ALESSANDRA MARQUES
Nasceu em Fortaleza-CE, em 1976. É jornalista pela UFC, mestre em Comunicação pela Uerj e pós-graduanda em Escrita Literária (FBuni). Trabalha com audiovisual, comunicação e literatura. Atualmente, é assistente de produção executiva da série de TV “Meninas do Benfica” (Latitude Audiovisual), a ser exibida no canal CineBrasilTV, em 2020. Em paralelo, escreve Fortitudine, ficção que se passa no Centro de Fortaleza.

FLÁVIA MEMÓRIA
Caminhante no rumo dos contos, das lendas, da arte e do desabrochar da vida. Participou de diversas publicações e exposições artísticas coletivas em torno do narrar. Atualmente, se dedica à finalização do curta-metragem Pródromos, realizado em parceria com Daniel Muskito e da publicação literária ainda sem título organizada em parceria com Tarcísio Almeida. Participa do Coletivo Siriará, junto a Érica Zíngano e Liliana Uchôa, com o propósito de investigar ações e ocupações dos espaços e territórios públicos e do corpo de escrita coletiva Mîtu Mîtu. Dedica-se, ainda, ao estudo e prática da tradição do Kundalini Yoga no curso de formação oferecido pela ABAKY.

SOBRE VARDA

Agnès Varda nasceu em Bruxelas, Bélgica, em 30 de maio de 1928, como Arlette Varda. Seu pai era grego e sua mãe, francesa. Estudou História da Arte na École du Louvre antes de conseguir um emprego como fotógrafa oficial do Teatro Popular Nacional, em Paris. Neste período, incentivada pelos cineastas Chris Marker e por Alain Resnais, realizou seu primeiro longa-metragem, “La Pointe Courte” (1954), um ensaio sobre a vida de um casal numa vila de pescadores. Despontou ali como um dos grandes nomes do cinema francês.
Seu trabalho é precursor da nouvelle vague francesa, pois suas primeiras obras claramente apresentam as tendências estéticas mais tarde adotadas pelos homens diretores daquele movimento. Casada com o também cineasta Jacques Demy – sobre quem realizou os filmes “Jacquot de Nantes” (1991) e “O Universo de Jacques Demy” (1995) – Varda construiu uma carreira extremamente prolífica e eclética. Somando mais de 50 obras produzidas, entre curtas e longas-metragens, além de trabalhos instalativos, realizou documentários por encomenda, como “Ó Estações, ó Castelos” (1958), e projetos mais pessoais, como os magníficos “Os catadores e eu” (2000) e “As praias de Agnès” (2008), além filmes de ficção clássicos na história do cinema, como “Cléo das 5 às 7” (1962), “As duas faces da felicidade” (1965), entre outros.
Em 2019, Varda se despediu do mundo e do cinema com o seu último filme, “Varda por Agnès”, um testamento cinematográfico daquela que é uma das maiores artistas de todos os tempos.

SERVIÇO
O que: Terceira semana do Circuito MERCI, VARDA! exibe filmes no Porto Iracema, CCBJ e no Titanzinho
Quando: 25, 27, 28 e 29 de junho
Onde: Porto Iracema das Artes, Centro Cultural Grande Bom Jardim e Cineclube Ser Ver Luz (na comunidade do Titanzinho)
Veja a programação completa AQUI
GRATUITO

Assessoria de Comunicação Porto Iracema das Artes | Glauber Sobral
Publicado em: 21/06/2019