Porto Iracema das Artes realiza II edição da ”Semana para ver o mar” nos dias 18, 20 e 22 de outubro

 

A atividade é gratuita e aberta ao público em geral, sem inscrições prévias. Objetivo do evento é promover o diálogo entre profissionais, estudantes e artistas de vários campos de atuação na fotografia

A Escola Porto Iracema das Artes — instituição da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) — realiza nos dias 18, 20 e 22 de outubro a II edição da ”Semana para ver o mar”, evento de fotografia cujo objetivo é promover o diálogo entre profissionais e artistas de vários campos de atuação na fotografia, articulados em diferentes eixos, e alunes do Percurso de Fotografia Digital da escola.

Coletivos artísticos, fotojornalistas, fotógrafos de moda, artistas que experimentam a fotografia em diálogo com outras linguagens irão compartilhar experiências das suas trajetórias artísticas e profissionais em encontros transmitidos ao vivo pelo YouTube da Escola Porto Iracema das Artes, às 18h. A atividade é gratuita e aberta ao público em geral, sem inscrições prévias. O evento terá mediação de Iana Soares, coordenadora dos Cursos Básicos de Artes Visuais da Porto Iracema.

Nesta edição, a ”Semana para ver o mar” é realizada em parceria com o Instituto da Fotografia (Ifoto). Os fotógrafos Igor Cavalcante, Fernando Jorge e Camila de Almeida, e o editor de imagem do Sistema Verdes Mares, Gustavo Pellizzon, são alguns dos nomes confirmados.

Iana Soares, explica que o evento, cujo subtítulo é ”Fotografia e áreas de atuação”, é um momento conectado ao percurso de Fotografia Digital, onde alunes poderão ter uma interlocução ainda maior com fotógrafos que estão atuando no mundo do trabalho. A Semana tem como protagonista a pessoa fotógrafa, mas, para além do ”clique”, a ideia é entender os processos criativos desses artistas e como a profissão vem ganhando diversas possibilidades de atuação.  “A proposta é que sejam profissionais bem diversos. Diversos tanto no campo de atuação como também na sua trajetória. Então nós temos pessoas de idades diferentes, gerações diferentes, que criam esse ambiente de conversa, de interlocução”, reforça a coordenadora.

A segunda edição da Semana para ver o mar acontece em ambiente virtual, no YouTube da escola, devido à pandemia de Covid-19. Não à toa, o evento ganhou como título uma metáfora com o próprio nome da escola: Porto, local de formação, onde alunes passam e seguem mundo afora enfrentando ”as ondas”. A ideia é que as pessoas convidadas, junto à Escola, possam mostrar o quão diversa é a atuação no campo da fotografia. ”(Esperamos) que alunes possam cruzar, digamos assim, o aprendizado que estão tendo dentro de um percurso formativo em artes, com ênfase na fotografia como linguagem, e as possibilidades de atuação nesse grande mar, nesse grande depois do curso”, encerra Iana Soares. 

Estar presente em mundos tão distintos 

Encante de Gustavo Pellizzon

Igor Cavalcante, fotógrafo e diretor-presidente do IFOTO, compõe a primeira mesa da Semana, que fala justamente sobre o instituto. Conforme Igor, o momento deve trazer pontos de vista e experiências diferentes dentro do instituto da fotografia e do próprio ativismo na fotografia, já que o instituto presta esse papel de estímulo à linguagem fotográfica em suas diversas vertentes. “Será um paralelo entre a fundação em 2004, o início da década passada com a gestão de 2012, e o momento presente’’, completa. Igor participa junto a  Fernando Jorge e Glícia Gadelha.

No segundo dia de encontros, 20, participam Gustavo Pellizzon e Camila de Almeida. Sobre sua contribuição, a fotógrafa irá falar sobre a intersecção entre fotografia e publicidade. É possível modular seu olhar para os dois caminhos? Quando um invade o outro? Como estar presente em mundos tão distintos e, por que não, também próximos? O que é ser um fotógrafo plural? Esses são alguns dos questionamentos de Camila. “Falaremos ainda sobre a possibilidade de trocas e impressões de situações vividas no mercado e de expectativas para quem ainda está se preparando para ele”, conclui a fotógrafa. 

Já no último dia do evento, participam os fotógrafos David Felício e Luana Diogo (Lab8) e Elton Gomes, especialista em tratamento e impressão de fotografias. David, que passou pelo Laboratório de Artes Visuais da escola e integra o Lab8, vai trazer a temática da fotografia digital como mote. “A primeira década de 2000 sem dúvida foi a década do digital. De uns 5 anos pra cá se percebe um retorno de fotógrafos que outrora usavam filme e que migraram pro digital, revisando suas câmeras analógicas e voltando a usar filme. Se percebe também o ingresso de jovens que não vivenciaram a fotografia analógica, começando a experimentar câmeras e filmes”, comenta o artista. Ele, que já trabalha com foco em fotografia analógica, reforça o movimento citado acima fez surgir pelo Brasil laboratórios analógicos comandados por pessoas na faixa etária de 25-35 anos. “É sem dúvida um desafio, mas também um momento promissor e muito especial pra fotografia analógica. É sobre esse universo que conversaremos”, completa.

> Confira abaixo calendário completo:

18/10 | Segunda-feira | Instituto da Fotografia (Ifoto)

Com Igor Cavalcante, Fernando Jorge e Glícia Gadelha

 20/10 | Quarta-feira | Fotojornalismo e Publicidade

Gustavo Pellizzon – Editor de imagem do SVM

Camila de Almeida – Fotógrafa e filmmaker

22/10 | Sexta-feira | Fotografias, químicos e impressões

Lab 8 – David Felício e Luana Diogo

Elton Gomes

> Conheça as pessoas que estão participando do evento:

Ifoto

O IFOTO é pessoa jurídica de direito privado, sem fins lucrativos, constituído sob forma de Associação, desde 2004. Tem como objetivos desenvolver, promover e produzir programas e ações para o estímulo à produção, valorização e difusão da Fotografia na amplitude de sua aplicabilidade, inclusive voltada para as áreas Artística, Cultural, de Meio Ambiente e de Turismo. É realizador de cursos, exposições, publicações e festivais de Fotografia em diversas cidades do Estado do Ceará.

Fernando Jorge

Fernando Jorge é fotógrafo e professor de fotografia. Tem Mestrado em Comunicação e Artes na Universidade Nova de Lisboa, é formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará, com especialização em Teorias da Comunicação e da Imagem. Leciona na Casa Amarela Eusébio Oliveira, equipamento da Universidade Federal do Ceará. Já expôs em mostras coletivas, como a exposição Terra em Transe – festival Solar, o Festival de Fotografia de Tiradentes 2016 e 2017, os Encontros de Agosto 2011, 2012, 2014 e 2016, 69o Salão de Abril, Solar Foto Festival, deVERcidade 2007, a XIV Unifor Plástica e a exposição Postais do Ceará. Fez parte do conselho curador dos Encontros de Agosto 2013. Seu trabalho Memento Mori foi contemplado com o Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia.

Glícia Gadelha

Produtora Executiva e Gestora Cultural. Diretora da AnimaCult empresa com mais de 15 anos no mercado, que realiza projetos  na área da cultural. Coordenou a execução dos Festivais de Fotografia Encontros de Agostos, Mostra DeVERcidade de Fotografia entre outros evento. É diretora do Qxas Festival de Fotografia do Sertão Central. Faz parte do fórum de produtores culturais do Ceará e do Fórum de Fotografia do Ceará, foi comissária do Conselho Nacional Incentivo a Cultura do extinto Ministério da Cultura e membro do Conselho Estadual e Municipal de Cultura de Fortaleza. Atualmente está na diretoria da Rede de Produtores Culturais de Fotografia do Brasil – RPCFB.

Igor Cavalcante

Fotógrafo, produtor cultural, e Diretor-Presidente do IFOTO – Instituto da Fotografia no biênio de 2020-2021. É graduado em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pela Universidade Federal do Ceará. Participou de exposições coletivas locais e nacionais, como Malabares (2016-CE), Ainda Pior de Novo (2018-CE), Miragem (2018-CE), Traços do Singular (2020-MG) e Fotograma Livre FestFoto (2021-RS). Atuou como produtor assistente no festival QXAS e é um dos produtores do festival Efêmero

Camila de Almeida

Publicitária, atua como fotógrafa profissional desde  2012, realizando trabalhos para marcas,  agências e veículos de comunicação. Também com projetos de fotografia autoral e  trabalhos publicados em veículos nacionais como Folha de SP, Revista Claudia, Istoé, entre outros. Atuante também no mercado audiovisual como Diretora de Fotografia em sua produtora ‘Estúdio voa’. Segue acreditando que fotografar seja em still ou em filmes é a sua arte e que não saberia fazer qualquer outra coisa senão isso.

Gustavo Pellizzon

São Paulo, 1981. Graduado em comunicação e pós-graduando em fotografia, iniciou sua relação com as imagens através do fotojornalismo em 2005 no jornal Diário do Nordeste, tendo trabalhado entre 2009 e 2011 para o jornal O Globo, produzindo para a Revista O Globo e projetos multimídia. Colaborou com trabalhos editoriais e publicitários para veículos de diversos países como as Nações Unidas, Le Monde, Wall Street Journal, New York Magazine, 11Freunde, Revista Poder, Serafina, Fundação Roberto Marinho, entre outros. 

Em 2012 iniciou a produtora de vídeos MOOV em parceria com o fotógrafo Marcos Michael, tendo desde então trabalhado para grandes empresas e instituições como Ford Motors, Adidas, Microsoft, Fiocruz, Odebrecht, Triunfo Participações, Braskem, Correios, Prêmio Laureus Awards, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Prefeitura de Manaus e Prefeitura de Fortaleza. Desenvolve desde 2012 a produção de imagens com drones, dominando os processos de montagem e configuração das máquinas, software e hardware. Hoje, além de produzir imagens com drones convencionais de filmagem, produz imagens diferenciadas com drones FPV (First Person View). Tendo inclusive participado de competições nacionais e internacionais de corrida de drones. Aliando a velocidade e novas técnicas à produção audiovisual. Atualmente trabalha como Editor do Núcleo Audiovisual do Sistema Verdes Mares coordenando a equipe e projetos de produção Audiovisual na TV Verdes Mares, TV Diário e Diário do Nordeste.

Sobre o Lab8

Lab 8 é um espaço idealizado por David Felício e Luana Diogo, com o intuito de trocar experiências e conhecimentos no âmbito da fotografia analógica e também levar isso para outras pessoas através dos serviços de revelação e digitalização de filmes. Professores da rede estadual de ensino, ambos partilham de um interesse em comum e se encontraram através desse interesse, o universo da fotografia química. O Lab 8 iniciou suas atividades em março de 2021 e já processou algumas centenas de filmes coloridos, preto e branco, frescos e vencidos. Também tem sido responsável pela venda de grande parte dos filmes 35mm e 120 que circulam em Fortaleza.

David Felício

David Felício é educador, pesquisador e aventureiro visual, residente em Fortaleza. Formado em História pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente leciona, sendo professor temporário, na Rede Estadual de Ensino do Estado do Ceará disciplinas eletivas e disciplinas da base comum. Desenvolve pesquisas independentes em torno da história, memória e explora as interseções desses campos às práticas educativas e artísticas. Como artista participou do Laboratório de Artes Visuais da Escola Porto Iracema das Artes junto de Jorge Silvestre investigando a presença afrodescendente no Ceará, pesquisa que desenvolve atualmente. Participou de exposições coletivas como soterramento e Ant_ Corpo. Enquanto educador também facilitou oficinas de fotografia experimental com crianças e adolescentes.

 Luana Diogo

Luana Diogo é pesquisadora, educadora e fotógrafa, cearense, atua principalmente na área da filosofia e da fotografia analógica, realizando cursos de formação, desenvolvendo métodos alternativos de revelação de filmes analógicos, garimpando e recuperando equipamentos fotográficos e mediando experiências com filmes de 35mm e de médio formato vencidos. Atualmente dedica-se à pesquisa da filosofia nietzschiana e em fotografia, da autoimagem e das ficções de si, misturando experimentações com filmes fotográficos antigos a partir do autorretrato.  Nos últimos dois anos integrou a coletiva Painel da fotografia cearense 2020, fez a capa da Revista Lampejo, revista eletrônica de filosofia e cultura e participou do PrismaZine e da Revista Nerva, publicações coletivas.

Elton Gomes

Elton Gomes é um cultivador de imagens que tem como principal ferramenta de trabalho a atenção. É a partir de uma atitude concentrada e seletiva, mas também aberta, que ele aprendeu, muito cedo, a organizar e catalogar arquivos imagéticos, ao mesmo tempo em que, escavando as camadas de significados de cada imagem, procurava ver sentido nelas e para além delas. O início dessa história remete ao ano 2000 e se dá primeiramente na Editora Tempo D´Imagem, onde sua atenção se funde com conhecimento e passa a moldar uma ação eficaz de apreensão de signos e forças circulantes em torno das imagens, a partir do contato contínuo com as fotografias de três profissionais referenciais de Fortaleza: Celso Oliveira, Tiago Santana e Tibico Brasil. Em 2005, como extensão de uma política cognitiva em processo, Elton se associa ao também fotógrafo José Wagner e, diante da reconfiguração da Tempo D´Imagem, abre sua primeira empresa independente: a Local Foto, um banco de imagens onde pôde se aperfeiçoar no tratamento e edição de fotografias, assim como na publicação de livros afins. A primeira empresa própria veio em 2009: especializada em tratamento de imagem, produção gráfica, montagem de exposição e diversos outros serviços correlacionados, a Foto Ideia abriu caminho para o aprofundamento de pesquisas na área de impressão, através de cursos e investigações de materiais e know how dentro do Brasil e fora dele. Assim, de uma relação encarnada com a imagem. À frente do trabalho de impressão Fine Art, Elton associou a prática a uma formação especializada. É quando a atenção como função seletiva aplicada à ação atinge um grau de eficácia singular. Como agente conhecedor do ofício, Elton cultiva imagens de olho em suas minúcias e demandas subjetivas, intervindo cirurgicamente nelas em busca da impressão perfeita, uma utopia possível. Hoje, em grande medida, os trabalhos dos artistas da cidade se materializam no cuidado artesanal, no preciosismo e na qualidade técnica. Unifor Plástica, Encontros de Agosto, Salão de Abril, Zona de Litígio, Caminho das Abelhas, A cidade que nos olha… Em cada uma dessas e outras mostras de Fortaleza, as obras ganharam materialidade e um tratamento singular e artesanal. 

SERVIÇO

O quê: Porto Iracema das Artes realiza II edição da ”Semana para ver o mar” nos dias 18, 20 e 22 de outubro
Quando: 18, 20 e 22 de outubro, a partir das 18h
Onde: YouTube da EscolaEquipe de Assessoria de Comunicação do Porto Iracema das Artes | Texto: Gabriela Feitosa (estagiária) | Supervisão: Raphaelle Batista (jornalista) | Publicado em 15/10/2021.