Edição especial do Cineclube Âncora discute três curtas cearenses cuja temática principal é a vida em Fortaleza

No encontro, que acontece nesta sexta-feira, 15, serão debatidos as obras Mutação (Irene Bandeira, Rafaela Kalaffa, Vivi Rocha), Supermemórias (Danilo Carvalho) e Visita ao filho (Fred Benevides). 

 A Escola Porto Iracema das Artes  — instituição da Secretaria da Cultura do Ceará (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM) — vai exibir e debater três curtas realizados por diretores e diretoras cearenses cuja temática principal é a cidade de Fortaleza. Na sexta-feira, 15, haverá uma roda de conversa, a partir das 18h, com alunes da Porto Iracema e alguns convidades ligades à produção das três obras através do Google Meet. Esta sessão é organizada pelos alunes do Percurso Básico de Cinema da Escola. Mutação (Irene Bandeira, Rafaela Kalaffa, Vivi Rocha), Supermemórias (Danilo Carvalho) e Visita ao filho (Fred Benevides) estão disponíveis, na plataforma Vimeo da escola.

O coordenador dos Cursos Básicos de Audiovisual, Isaac Pipano, explica que as obras se dedicam a uma reflexão em torno da cidade, seus habitantes, seus modos de vida e também as formas de produzir uma imagem da cidade por meio do cinema. ‘’É como se o cinema pudesse, a partir de seus procedimentos específicos, nos fazer experimentar a cidade. Uma cidade que é constantemente tomada e que nos impede de transitar, de circular. As cidades que vão sendo tomadas pelos empreendimentos imobiliários, pelo medo que inibe a circulação nos espaços urbanos’’, reflete Pipano. Dentro dessa perspectiva, ainda conforme o cineasta e coordenador, os filmes tentam ‘’se reconciliar” com essa cidade, explorando uma nova forma de experimentar o tempo, a memória e o espaço que nós conhecemos e cotidianamente nos atravessa.

Confira as sinopses dos curtas metragens:

> Mutação (Irene Bandeira, Rafaela Kalaffa, Vivi Rocha)

Três atos performáticos que se montam, acontecem e se desmontam em um ritmo proposto pelo urbano e regidos por uma sinfonia composta pelos sons da cidade.

> Supermemórias (Danilo Carvalho)

Um olhar poético sobre a cidade de Fortaleza-CE a partir de registros caseiros feitos em Super 8 nas décadas de 60, 70 e 80. Este filme é fruto de uma manifestação da cidade no ato de doar suas memórias para uma poesia coletiva.

> Visita ao filho (Fred Benevides)

Um homem vaga por uma cidade sem memória.

Conheça os realizadores:

> Irene Bandeira, Rafaela Kalaffa e Vivi Rocha

Irene Bandeira atua como realizadora, diretora de fotografia e roteirista. Faz parte do Coletivo Caratapa, que busca explorar e experimentar diversas linguagens dentro de uma fazer artístico independente e colaborativo. Formada em Comunicação Social – Publicidade pela Universidade de Fortaleza, começou sua incursão pelo audiovisual através de seu primeiro curta-metragem, A Rabeca, contemplado pelo Edital das Artes da Secultfor de 2011. O filme recebeu o prêmio de Melhor Filme na Mostra Iracema do 2o FestFilmes – Festival do Audiovisual Luso Afro Brasileiro. Recebeu também o 2o lugar no prêmio de Melhor Filme na Mostra Olhar do Ceará, no 23o Cine Ceará.
Dirigiu também os curtas metragens Clínico, Mutação, e Mamingo. Fotografou o longa metragem “Canto dos ossos”, de Petrus de Bairros e Jorge Polo (em fase de finalização) e os curtas metragens “Lua em câncer” de Manuela Andrade (em fase de finalização), “A Brisa que penetra nas frestas do meu ninho” (2019) de Pedro Henrique, “Iracema mon amour” (2019) de César Teixeira, “Boca de Loba” (2018) de Bárbara Cabeça, dentre outros.

Vivi Rocha é Musicista; Técnica de Som e Pesquisadora Sonora. Faz parte do coletivo artístico Caratapa e desenvolve projetos com Música Experimental, Som Direto, Edição de Som, Trilhas e Instalações Sonoras. Autora das Instalações Sonoras: “Caminhos Sonoros”(2014), uma deriva pelos sons da cidade de Fortaleza. “Lobo Temporal”(2016), uma composição musical com os sons internos do corpo humano – veias, artérias e coração e “Cratera Lunar”(2019), uma experimentação com frequências primordiais da natureza – transformações de sons da água, ar, terra e fogo em uma sobreposição a instrumentos afinados em 432hertz junto a imagens em movimento das fases da lua, que vem fazendo desde 2017 em observações do ciclo lunar.

> Frederico Benevides

Pesquisador, diretor e montador. Seus trabalhos mais recentes como diretor são Performatividades do Segundo Plano e Entretempos (62o Festival de Oberhausen, menção honrosa na VII Semana dos Realizadores), ambos em parceria com Yuri Firmeza, Revolver (23o Fidocs, Chile) em parceria com Tadeu Capistrano e Georges Didi-Huberman e

Viventes (56a Berlinale – Forum Expanded). Em quinze anos como montador, é responsável, entre outros, pelos longas O Reflexo do Lago  de Fernando Segtowick (70a Berlinale), A Morte habita a noite (49o Festival de Rotterdam) , Sol Alegria, de

Tavinho Teixeira (47o Festival de Rotterdam), Era uma vez Brasília, de Adirley Queirós (70o Festival de Locarno, 50o Festival de Brasília), Corpo Elétrico, de Marcelo Caetano (45o festival de Rotterdam), Elon não acredita na morte, de Ricardo Alves Jr. (45o International Film Festival Rotterdam), Corpo Delito, de Pedro Rocha (20a Mostra de Cinema de Tiradentes), Linz – Quando todos os Acidentes Acontecem e As Vilas Volantes: o Verbo contra o Vento, ambos de Alexandre Veras. Premiado, entre outros, por Tremor, de Ricardo Alves Jr. (melhor montagem no 46o Festival de Brasília) e Nada É, de Yuri Firmeza (prêmio Ricardo Miranda de Montagem de Invenção na VI Semana dos Realizadores – RJ e Desenho Sonoro no 9 o CineMúsica – RJ). Doutorando da EBA- UFRJ em linguagens visuais, é Mestre em Estudos de Cinema e Audiovisual pela Universidade Federal Fluminense, onde foi professor entre 2015/2016.

SOBRE A ESCOLA

A Porto Iracema das Artes é a escola de formação e criação em artes do Governo do Estado do Ceará, instituição da Secretaria da Cultura (Secult) gerida pelo Instituto Dragão do Mar (IDM). Criada em 29 de agosto de 2013, há oito anos desenvolve processos formativos nas áreas de Música, Dança, Artes Visuais, Cinema e Teatro, com a oferta de Cursos Básicos e Técnicos, além de Laboratórios de Criação. Todas as ações oferecidas são gratuitas.

 SERVIÇO

O quê: Edição especial do Cineclube  Âncora exibe três curtas cearenses em homenagem à primeira exibição cinematográfica do estado

Quando: Sexta-feira, 15 de outubro, a partir das 18h

Onde: Plataforma Meet. Acesse AQUI.

Gratuito e online

Equipe de Assessoria de Comunicação do Porto Iracema das Artes | Texto: Gabriela Feitosa (estagiária) | Edição e supervisão: Pâmela Soares (jornalista) | Publicado em XX/10/2021