Escola de Formação e Criação do Ceará

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Curta-metragem de aluno recebe prêmio no 48° Festival de Brasília

 

 

Diego-Hoefel

 

 

O curta-metragem Cidade Nova, produção dirigida pelo aluno do Porto Iracema das Artes, Diego Hoefel e com a atuação de João Campos no papel principal, ganhou o prêmio de Melhor Ator na Mostra Competitiva do 48° Festival de Brasília, realizado de 15 a 22 de setembro. O roteiro de Cidade Nova, foi desenvolvido durante a 1° edição do Laboratório de Audiovisual do Porto Iracema das Artes. Diego também teve sua produção selecionada para a Mostra Competitiva de curtas e médias-metragens do Festival de Brasília, o mais antigo e um dos mais importantes festivais de cinema do Brasil.

O curta Cidade Nova (14 min), que teve como nome inicial Cidade Submersa, relata a história de João, que tenta voltar para a cidade onde nasceu, mas descobre que ela já não existe. O roteiro é do próprio Diego Hoefel e de Ricardo Alves Jr. e conta com João Campos, Ana Luiza Rios e Edivaldo Batista no elenco. “O argumento se relaciona em parte com minha experiência pessoal. Esse filme fala de voltar pra casa e já não se sentir mais parte daquele lugar. Eu sinto isso um pouco em relação à cidade onde nasci, Porto Alegre. Faz mais de doze anos que saí de lá e hoje, quando volto, sempre acho estranho estar na cidade onde nasci e vivi grande parte da vida e não me sentir mais parte dali”, explica Diego Hoefel.

O Cidade Nova é o primeiro passo de um projeto maior de Diego, o longa-metragem Represa, que teve seu roteiro desenvolvido durante o Laboratório de Audiovisual do Porto Iracema das Artes. O primeiro título do “Represa” foi Cidade Submersa. Foi criado então a história do Cidade Nova, que se passa também entre a Nova e a Velha Jaguaribara, assim como o longa. O curta tem uma estrutura narrativa simples, que teve a intenção de seguir um personagem, no caminho que ele fazia de volta pra uma cidade que não existe mais. Esse personagem então reage frente a esse vazio.

“Acho que o Porto Iracema das Artes é um espaço de trocas fundamental na cidade. É muito bom termos a possibilidade de dialogar com realizadores como o Karim, o Marcelo e o Sérgio. E sei que isso não acontece somente no cinema, mas também em todas as outras áreas. Sinto que o tipo de interlocução que temos no Laboratório de Cinema vai ajudando a amadurecer os projetos e isso é extremamente importante”, afirma Hoefel. Para ele, esse prêmio do Festival de Brasília, é como uma afirmação positiva acerca do seu trabalho e da equipe elaborada na Escola Porto.