Escola de Formação e Criação do Ceará

Oficina – Navegações Estéticas: Oficina Corpos Selvagens -Veronica Stigger

Com: Veronica Stigger

Em 1928, com a publicação do Manifesto Antropófago, no primeiro número da Revista de Antropofagia, Oswald de Andrade lança as bases de todo um movimento não só artístico, mas também, em alguma medida, filosófico e político. É daí que sairá um dos conceitos-chave de todo o seu pensamento, o de Antropofagia. Neste curso, partiremos de uma reflexão sobre a antropofagia de Oswald de Andrade e veremos como esta se reflete em certas experiências de Flávio de Carvalho e como é recuperada, algumas décadas depois, por Hélio Oiticica e também por pensadores, como Eduardo Viveiros de Castro, um dos maiores antropólogos da atualidade, para quem a antropofagia oswaldiana é «a reflexão meta-cultural mais original produzida na América Latina até hoje», «a única contribuição realmente anti-colonialista que geramos»: «Ela jogava os índios para o futuro e para o ecúmeno; não era uma teoria do nacionalismo, da volta às raízes, do indianismo. Era e é uma teoria realmente revolucionária…».

Carga horária: 12h/a
Período: 22 a 24/março (quarta, quinta e sexta-feira)
Horário: 14h às 18h

Obs.: a oficina destina-se aos alunos selecionados para os percursos de fotografia e artes gráficas

Veronica Stigger é escritora, professora universitária e crítica de arte. Possui doutorado em Teoria e Crítica de Arte pela USP e realizou pesquisas de pós-doutorado na Università degli Studi di Roma “La Sapienza”, no MAC-USP e no IEL da UNICAMP. É autora de doze livros de ficção; entre os quais estão Os anões (Cosac Naify, 2010), Delírio de Damasco (Cultura e Barbárie, 2012), Opisanie świata (Cosac Naify, 2013) e Sul (34, 2016).