Escola de Formação e Criação do Ceará

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Naiana Magalhães, integrante do Lab de Artes Visuais é finalista do prêmio PIPA 2016

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A artista/pesquisadora Naiana Magalhães, integrante da 4ª edição dos Laboratórios de Artes Visuais da escola Porto Iracema das Artes, com o projeto Sombra do Tempo, sob a tutoria de Maria Helena Bernardes, está entre os finalistas ao Prêmio Investidor Profissional de Arte (PIPA), um dos prêmios brasileiros mais relevantes de artes visuais. É uma parceria entre o PIPA Global Investments e o MAM Rio. O objetivo do PIPA é premiar e consagrar artistas já conhecidos no mercado de arte brasileiro que já vem se destacando por seus trabalhos.

Naiana fala que além do prêmio em dinheiro, o artista que ganhar leva o mais importante que é a visibilidade do seu trabalho ficar exposto no site do PIPA. “Eles têm um júri entre curadores, críticos, pessoas do meio e me indicaram para concorrer ao prêmio. Isso é muito importante para mim, porque quem vencer, ganha uma grande visibilidade no site do PIPA e entre os artistas do meio.”

A artista está entre os finalistas da categoria Voto Popular, no qual existe uma votação online para escolher os melhores trabalhos, ela já conseguiu a votação necessária e está no segundo e último turno da votação. O primeiro prêmio ganha R$10 mil e o segundo, R$ 5 mil, além de entrar para o catálogo do PIPA.

A premiação acontece anualmente e podem participar artistas que trabalhem com qualquer mídia, sem restrição de idade. Não há inscrições para concorrer ao prêmio, os artistas são indicados pelo Comitê de Indicação.

Em relação a experiência de tutoria no Laboratório de Artes Visuais, Naiana afirma que é uma das maiores experiências de formação que ela já vivenciou. “A experiência no Porto está sendo incrível, a melhor experiência de formação que eu tive aqui em Fortaleza, o grande trunfo do Porto é fazer a gente conversar com esses profissionais que a gente não teria fácil acesso, poder aprofundar a pesquisa, conhecer um mundo de gente.”

Conheça o projeto Sombra do Tempo do Laboratóriod e Artes Visuais 2016

A proposta analisará a atividade pesqueira dos jangadeiros que vivem e trabalham na comunidade do Titanzinho em Fortaleza-CE, refletindo sobre as construções em torno do imaginário do jangadeiro, num diálogo com as imagens capturadas dos pescadores nos dias de hoje. A pesquisa trabalhará numa perspectiva da etnografia sensorial, utilizando-se de recursos audiovisuais, para compreensão das dinâmicas da comunidade pesqueira, que ainda resiste no contexto de uma grande cidade.

Tutora: Maria Helena Bernardes

É artista plástica e professora de História e Teoria da Arte na Arena, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Com André Severo, criou o Projeto Areal no ano 2000, no qual desenvolve seu trabalho artístico e mantém a série de livros “Documento Areal”, pela qual publicou “Vaga em Campo de Rejeito” (em coautoria com André Severo), “Histórias de Península” e “Praia Grande/Arranco, Dilúvio e Ensaio”.

Artistas pesquisadores:

Naiana Magalhães e Cecília Shiki